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O FRIO CHEGOU EM JULHO E, MESMO ASSIM, QUASE TUDO DERRETEU…

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As luzes dos aposentos do Palácio do Jaburu, às margens do Lago Paranoá, varam madrugadas acesas. Temer não dorme. Também não renuncia e não faz outra coisa na vida a não ser se defender, tamanho o pânico de ouvir o barulho do ferrolho da grade de ferro da cela, que o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, o faz sentir. Outro dia mandou colocar vasos de plantas na frente do Palácio pra que não se visse quem entrava e quem saía. Como se adiantasse alguma coisa. Está isolado como uma presa, pela matilha de chacais que o cerca e pela própria base parlamentar que lhe dá sustentação política e o protege no Congresso. Temer tenta sobreviver dando-lhes nacos de verbas e cargos públicos mas, sabe que é grande a possibilidade de ser afastado da Presidência da República. Por isso, revela-se fraco, titubeante, inseguro ao ponto de precisar de alguém por perto para decidir por ele. Revelou-se um desastre na presidência da República ao deixar o país mergulhar na mais profunda depressão econômica, política e social da história da República. A rejeição que atingiu 93% da população, dá a dimensão do que ele representa para a sociedade.
O golpe de Estado, que parecia fácil de ser levado até 2018, com imensa base de sustentação no Congresso, apoio da mídia hegemônica e de movimentos de rua, derreteu muito antes do esperado e derrete a confiança nas instituições da República que se envolveram na ilegalidade, nas tramas do golpe de Estado.
Derreteu o governo federal, com sua ilegitimidade e ofensiva com reformas que subtraem direitos, e incompetência ao deixar o país chegar à beira do abismo, com profunda crise econômica, social, e desemprego estrutural.
Derreteu o Congresso Nacional, tomado por corrupção e por, talvez, a maior crise de credibilidade da história da República.
Derreteu o Ministério Público ao adotar abertamente posição política com pirotecnias, seletividade, e perseguição, no processo de investigação sob comando do procurador Deltan Dallagnol. Devido a isso, sofreu um estrago monumental na imagem que estava sendo construída na última década.
Derreteu o judiciário, hoje na berlinda, também por assumir posição política, seletividade e perseguição a investigados, como acontece com o ex-presidente Lula.
Deixou de cumprir função elementar de assegurar as garantias constitucionais do Estado democrático de direito. Além disso, magistrados que investigam casos de corrupção foram flagrados em jantares e encontros secretos com investigados, em íntima relação com réus.
Derreteu a mídia hegemônica, que sofre a maior baixa de audiência de sua história, por envolvimento direto na articulação do golpe de Estado.
Derreteu o movimento de rua que apoiou o golpe. Não se ouve mais falar de manifestações de pessoas vestidas de camisas da CBF, indignadas com a corrupção.
Derreteram as candidaturas presidenciais das forças políticas que articularam o golpe de Estado. Por isso, o “segura Temer”. Elas não têm candidato e querem tempo.
Restaram aos brasileiros as urnas e a luta por eleições gerais, como alicerce para reconstruir a democracia e reaver as conquistas que o golpe de Estado, liderado por bandidos, roubou do país.

 

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